Arquivo do mês: abril 2011

Acontece

 

 

Eu até quero te querer. Mas de fato não quero. Que faço?

 

Onde queres chinês, eu sou cowboy, ou, Esquece o nosso amor, vê se esquece…


Fuck Music III

Sem maiores explicações… ela! The Acid Queen.

Give us a room and close the door

Leave us for a while…

KsdKrenteKer40BH

 

Às vezes, insone, ponho-me a vagar pelos chats, instigada pela curiosidade permanente que nutro pelo universo paralelo dentro de meu laptop.

É como quando eu era criança e ficava perplexa sobre o som que saía do rádio (e quase posso ver a luz verde do dial). Como as pessoas cabiam ali?

Mal sabia que um dia elas iam caber dentro de algo bem mais compacto e eu ia poder visitá-las.

Outrora, nessas visitas, fiz amigas e amigos, que carrego comigo até hoje, me apaixonei alucinadamente, namorei e briguei de foice…

Havia apelidos provocantes, outros alarmantes. Personagens de romances, autores, guitarristas, pin ups, filósofos, deuses, todos juntos falando da vida e suas amenidades.

Passei tanto, tanto tempo ausente deste admirável mundo novo que agora, de retorno em tímidas visitas, não entendi de onde haviam saído tantos apelidos que envolviam a letra K, as palavras: Carente, Pau, Dotado, y otras cositas más. Nicknames que, em si, continham todo o potencial medíocre de uma pessoa. Que resta a descobrir de uma criatura que se faz anunciar pelo nick que dá título a essa postagem? Ou pior: que vale a pena descobrir? Já sabemos que além de mal comida e vulgar, é equivocada…

Conheci uma ou duas figuras que valeram a pena. Que frustrante.

Isso é que é saudosismo, saudade de um passado tão recente que já era virtual!


ui

Via  http://sacanagem.wordpress.com/page/4/

“Se alguma coisa, na vida, não for melada, não pode ser boa… mas vai dizer que aquela metida bem a seco não é gostosa?”

Foi o moço que falou…


Fucking Music II

Nina Simone, meus amigos. Nina Simone.

Potencial Lullaby , Potencial Shake, babe! e Potencial Pombo Correio em perfeita consonância gerando resultados explosivos…

A voz de Nina, devidamente hipinotizante, a harmonia lânguida, o arranjo, tudo, em mim, tem o efeito de me fazer estar entregue. E a letra é 100% vamo ali no vão da escada? Mas não é para dar umazinha. Jazzy, se presta a longos enroscares. Movimentos cadenciados.

Deixa cair, rapaziada;

I Want a Little Sugar in my bowl
I want a little sweetness down in my soul
I could stand some lovin’
Oh, so bad!
I feel so funny, I feel so sad!
I want a little steam on my clothes
Maybe I can fix things up,
So they’ll go
Whatsa matter Daddy?
Come on, save my soul!
I need some sugar in my bowl
(I ain’t foolin)
I want some sugar….. in my bowl…
You’ve been acting different
I’ve been told
“soothe me, I want some sugar in my bowl”

É isso.


Cúmplice!

Fiz uma travessura. Já rompi meu pacto comigo e dei a saber a uma pessoa, uma pessoinha só, que eu, sou eu!!

Mas pactos existem para serem quebrados e no meu mapa astral, nesse momento, deve estar escrito em letras garrafais:

NÃO SE COMPROMETA.

O que me lembrou a Blitz! “Pra você que é de libra, não pense em ouro, dólares ou xilings, vá fuuuuundo, do outro lado da moeda! Amor pra dar, amor pra dar! Amor é tão livre, amor é feito de amor pra dar!”

Mas deixa pra lá, porque nem eles lembram dessa música… só que é mesmo astral, porque tô aqui cantarolando, e lembro que tem um verso assim:

… “benzinho não diga isso, nós temos um compromisso: cada um vive como quer!”

É, com isso eu posso me comprometer…


Equivocado

Como explicar que não se deve anunciar intenções de aproximação a uma mulher?

Como fazê-lo perceber que, especialmente sob forte dismilingüiscência, se deve menos ainda pedir licença para aproximação?

Se sua testosterona tá baixa, injeta.

“Estou me sentindo intimidado, você com essa cara.”

Então fica aí intimidado, babaca.

Vou ali e não volto já.

p.s 1: e já que você leu até aqui, tem outra pra você saber: quando eu anunciar que vou ali, é porque já fui.

p.s 2: e já que eu falei até aqui, fica sabendo de mais uma: nada disso vai sair da minha boca, e depois que eu tiver ido, você vai ficar com aquela viadagem de que não se pode entender as mulheres.


Utilidade Pública II

Ferrou. O nome dele é Gustavo Gitti, e virou meu guru.

(…)

4. Se não estiver disposta(o), nem comece

Não temos a obrigação de finalizar uma noite quase perfeita com sexo. Se chegamos cansados, é melhor dormir do que fazer um sexo displicente, sem vigor, apático. Se a mulher está animada, o homem pode tomar um banho gelado para ficar no ponto (acredite, fazemos isso). Se é o homem que está pronto, a mulher pode se deixar levar até ficar excitada e pedir pela penetração. No entanto, nem sempre isso acontece naturalmente – e se há esforço, é melhor deixar para depois. O ponto é não aceitar nada menos do que um sexo vigoroso, atento, com total presença de ambos.
Pena que quem tinha que estar lendo isso não era eu. De todo o modo vale por saber que tem um homem, pelo menos um que notou… esse é só um tiquinho, o post é perfeito!
Aliás, esqueça esse link e lê o blog todo! 
Vai ver, menino! Corre!

Utilidade Pública


(…)

Ela não sente nada sob controle (nem dela, muito menos seu). Ela não espera! Sua ausência não encontra paralelo feminino. Mulher é sempre movimento presente, ânsia por amor e abertura. Se não for com você, será com outro. Isso não as faz putas ou traidoras. Elas têm tanta culpa quanto uma música que oferece sua beleza a qualquer um que se aproximar. Nesse meio tempo, enquanto você e sua lógica esperavam, ela conheceu outro, se apaixonou e fez tudo que queria fazer com você. Para ela, o amor é sempre amor, vindo de você ou de qualquer cara.

(…)

Você, menino, que está aí sentado… peça à mamãe para comprar, e leia, com atenção. Pode saber que vai ser útil:

 


veja bem

Ode àquele que ‘anima e encanta os poetas tropicais. Tesão sem passado, contemporâneo e vertical. Produto romântico e semântico dos que sentem desejo pelo desejo’.

‘De tudo o que foi dito, só o tesão faz sentido.’

Às vezes não quero um amor tranqüilo. Não quero fruta mordida.

Quero sexo sem pretensões à felicidade, à eternidade. Sem discutir as contas a pagar.

Quero a felicidade de uma pessoa legal pelo instante da leveza.

Quero a bolha de amor. Infinito.

Que a gente sabe que estoura, e é necessário que assim seja.

E não vou querer levar o amor pra sempre. Porque aprendi, não sem sofrimento ou desperdício de sonhos e juventude, que amor não é portátil.

Quero aquele instante. Em que você e ele são só duas pessoas sem futuro ou passado. Quero não ter que compreender.

Quero o prazer selvagem do desconhecimento.

E por que mais do que isso?

É romântico ser tudo pelo espaço singular de um segundo. Dar-me inteira numa bolha efêmera de desejo.

Prometo não lhe ser fiel, prometo não lhe querer para sempre. Prometo ser inteiramente sua nos instantes em que lhe pertencer.

Prometo não lhe pedir. Prometo não lhe oferecer.

Minha única oferenda é a do tempo presente. Total.