Arquivo do mês: julho 2011

Amor platônico ou foda homérica?

Por alguma razão, não estou conseguindo inserir links nas postagens, mas, se você tiver paciência pra recortar e colar no seu browser, vai valer a pena:

http://papodehomem.com.br/amor-platonico-e-foda-homerica/

Ai ai… esses meninos do Papo de Homem…

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Céu vermelho rubro

Olha, eu quero dar pra você,
mas eu quero me dar inteiro.
Quero te dar em janeiro,
em fevereiro
e até em abril,
sem aquela inocência pueril.
Onde já se viu?
Eu quero te dar em outubro
todo um céu vermelho-rubro
de entrada estreita.
Eu quero ficar à espreita
esperando pra te dar.
Eu não pretendo te amar,
pois pra você
o meu maior desejo é dar.
Dar na cozinha,
dar no banheiro,
Dar neste dia o dia inteiro!
Eu quero dar
para as diversas faces de ti.
Dar no Maracanã,
no Itamarati,
dar e gritar para o
mundo inteiro ouvir
que eu dou e sou feliz assim.

(Alex Gabriel)


Hoje achei, anonimamente, no facebook, um carinha por quem eu arrastava um avião na minha adolescência. Era um mistério para todas as minhas amigas aquela obsessão.

Ele era descomunalmente alto, era excessivamente sardento, sofria de acne, era desengonçado, usava uns óculos estranhos, tinha os ombros muito estreitos, sua timidez era tal que o impedia olhar as pessoas nos olhos. Era muito inteligente. Para minha delícia, jogava basquete, e eu passava o recreio comendo mabel com mineirinho e observando de um modo que eu julgava discreto o deslocamento daquele menino enorme pela quadra da escola.

Eu procurava justificar minha paixonite exaltando as coisas que achava lindas e que podiam receber adesão do senso comum. Como se “amigas adolescentes” tivessem algo parecido com isso… as mãos dele são lindas! ele é tão inteligente! tem lábios grossos… tão bonitinho o jeitinho tímido dele… olha, reparou que os olhos dele são meio esverdeados, peraí, quando ele tirar os óculos pra secar o rosto você vê! Reparem, ele tem pernas grossas… é que os jeans são muito largos, não dá pra ver bem, espera, quando ele abaixar pra preparar o lançamento, vai ficar mais justo, aí vocês vêem.

Não adiantava.

Nunca quis nada comigo. Ou, como eu, não teve coragem de me fazer notar que talvez quisesse. Se bem que meus olhares eram bem reveladores, estou certa.

O fato é que aquele menino foi o primeiro de uma série de homens estranhos que me atraíram ao longo da vida.

Carrego comigo até hoje essa ternura por figuras desconformes, altas, com elementos que desequilibrem o conjunto.

Pensando nisso, fiquei repassando os homens em evidência na mídia, os quais considero deliciosos, e você, que me lê, possivelmente vai ficar tão perplexo quanto minhas amigas da escola ao conhecer minha seleção.

Procurando imagens desses homens, achei outros homens que me causaram reações diversas, o que me deu uma idéia, compor posts nos quais vou mexendo conforme me lembre de novas figuras.

Adoooro novos projetos…


Ok ok. Explico.
O post abaixo tem tudo a ver com sexo sim.
Primeiro porque John & Yoko são sexo.
Segundo porque homem com barba, pra mim, é épico.
Barba é homem concentrado. Testosterona, cheiro, textura. E beleza também, por que não?
Assim sendo, faz todo o sentido, viu?


d’accord


Dionísio

(…) aquele que pega as ninfas, em seus rios entediantes e trepa com elas por trás, sujando suas roupas etéreas e dando-lhes gozos animais… figura recorrente…


Cio
dedo macio
doce siririca
fêmea no cio

(Bráulio Tavares)


Vintage


Amnésia

Um dia, não lembro qual, dei pra você de lado.

Não lembro como começou. Não lembro como terminou. Não lembro do gozo.
Não lembro dos sons. Não lembro de quase nada, e daquilo que lembro, não lembro, sinto.

Sinto ainda. Sinto claramente.

A tua mão direita, grande, áspera, pressionando o meu abdome.

E sinto sobretudo o teu pau. Não lembro como entrou de mim, nem como saiu dali, mas sinto o movimento. Não sei se tomamos vinho, se estávamos na sua casa, se foi uma trepada rápida num intervalo comercial. Mas sinto você entrando, sinto você saindo.

Sexo é tão banal. Não há novidade alguma nessa transa de que me lembro sem me lembrar. Dei do mesmo modo e tantas vezes antes, depois…

Mas não é de nenhuma das trepadas anteriores ou posteriores que me lembro agora. Não é por nenhum outro pau que me molho agora.

Sensação de um movimento que me contrai por dentro.

Sexo é tão banal. Toda vez é alguém entrando, alguém saindo, alguém recebendo, e variações sobre o mesmo tema.

Mas, eu sinto. E molho.


sem mais.

OBJETOS

LUIZ FELIPE PONDÉ

Pergunto filosoficamente: como achar uma mulher gostosa sem pensar nela como um objeto?

Humiledemente confesso que, quando penso a sério em mulher, muitas vezes penso nela como objeto (de prazer). Isso é uma das formas mais profundas de amor que um homem pode sentir por uma mulher.

E, no fundo, elas sentem falta disso. Não só na alma como na pele. Na falta dessa forma de amor, elas ressecam como pêssegos velhos. Mofam como casas desabitadas. Falam sozinhas.
Gente bem resolvida entende pouco dessa milenar arte de amor ao sexo frágil.

Sou, como costumo dizer, uma pessoa pouco confiável. Hoje em dia, devemos cultivar maus hábitos por razões de sanidade mental. Tenho algumas desconfianças que traem meus males do espírito.
Desconfio barbaramente de gente que anda de bicicleta para salvar o mundo (friso, para salvar o mundo).

Recentemente, em Copenhague, confirmei minha suspeita: a moçada da bike pode ser tão grossa quanto qualquer motorista mal-educado. Trinta e sete por cento da população de lá usa as “magrelas”. E nas ciclovias eles são tão estúpidos, estressados e apressados como qualquer motorista “subdesenvolvido”.

Fecham a passagem de carros e ônibus como se, pela simples presença de seus “eus” perfeitos, o mundo devesse parar diante de tanta “pureza verde”.

Aliás, um modo seguro de ver que alguém NÃO conhece a Europa é se essa pessoa assume como verdade o senso comum de que os europeus são bem-educados. Muitos deles, inclusive, não sabem o que é uma coisa tão banal como uma fila.

Outra coisa insuportável é quem toma banho com pouca água para salvar o planeta. Esse tipo de gente é gente porca que arranjou uma desculpa politicamente correta para não tomar banho direito. Provavelmente não gosta de banho mesmo.

Mas, falando sério, desconfio de homens que não pensam em mulheres como objeto. Pior, são uns bobos, porque, entre quatro paredes, elas adoram ser nossos objetos e na realidade sofrem, porque a maioria dos caras hoje virou “mulherzinha” de tão frouxos que são.

Imagino o quão brocha fica uma mulher quando o cara diz para ela: “Respeito você profundamente, por isso não vou…”.

Pergunto filosoficamente: como achar uma mulher gostosa sem pensar nela como objeto?

A pior forma de solidão a que se pode condenar uma mulher é a solidão de não fazê-la, de vez em quando, de objeto. E esta é uma forma de solidão que se torna cada vez mais comum. E, sinto dizer, provavelmente vai piorar. A não ser que paremos de torturar nossos jovens com papinhos politicamente corretos sobre “igualdade entre os sexos”.

Igualdade perante a lei (e olhe lá…). No resto, não há igualdade nenhuma.

A feminista americana Camille Paglia, recentemente, em passagem pelo Brasil, disse que muitas das agruras das mulheres heterossexuais se devem ao fato de elas procurarem “seres iguais a elas” nos homens. Que pensem como elas, sintam como elas, falem como elas.

Entre o desejo “correto” de ter um “eunuco bem-comportado” e um homem que diga “não” à tortura da “igualdade entre os sexos”, ficam sozinhas com homens que são “mulherzinhas”.

O que é um homem “mulherzinha”? É um homem que tem medo de que as mulheres achem-no machista, quando, na verdade, todo homem (normal) gosta de pensar em mulher como objeto.

Um mundo de “mulherzinhas” acaba jogando muitas mulheres no colo (vazio) de outras mulheres por pura falta de opção. E aí começa esse papinho de que é “superlegal ser lésbica”. Afora as verdadeiras, muita gente está nessa por simples desespero afetivo.

Nada contra, cada um é cada um. Só sinto que muitos homens “desistam” delas porque a velha “histeria” feminina da qual falava Freud (grosso modo, a insatisfação eterna da mulher) virou algo do qual não se pode falar, senão você é machista.

Muito desse papinho “progressista” é conversa fiada para esconder fracassos afetivos, a mais velha experiência humana, mas que nos últimos anos virou moda se dizer que a culpa é do capitalismo, da igreja, do patriarcalismo, da família, de Deus, da educação, do diabo a quatro.

E o pior é que quase todo mundo tem medo de dizer a verdade: uma das formas mais profundas de amor à mulher é fazer delas objeto.