dialogando

Ali no blogroll o amigo leitor encontrará um link chamado “Sacanagem”. Nem sempre concordo com o que leio lá, mas gosto da maneira como ele escreve sobre seu tesão, e sua declarada falta de compromisso com o politicamente correto. Ler um homem que expressa cruamente seus desejos e intenções, tem quase fins de espionagem…

Em seu último post ele diz:

“Ela percebeu a minha indecisão, e menina nenhuma perdoa a indecisão masculina, seja no Brasil ou no Japão.”

Essa singela frase quase que resume um modo de vida. Embora eu concorde com ela num registro diferente.

Ele fala da indecisão no momento preciso da conquista, que é só o que existe e importa pra ele, já que, como no post anterior, ele diz, à socapa e com muita coerência: “eu quero que o amor dos filmes vá tomar no cú”.

Não subestimo a trepada que nasce de uma cantada bem dada em um lugar público e acaba em um motel, e é sensacional e as pessoas nunca mais se vêem. Divirto-me com as histórias dele como quem lê um Raymond Chandler.

Mas quanto a mim, cansei dessas trepadas. Significa que estou irremediavelmente conspurcada pelos filmes? Quero crer que não. Não espero ser feliz para sempre com cada cara com quem me envolvo.

Nosso ponto de contato, porém, está em como inicia a coisa toda. Um homem decidido, senhor de si, é fundamental. Aqui, ou no Japão. E tão raro que deve haver no mundo o equivalente a 4% da população do Principado de Lichtenstein.

Mas a gente se afasta na medida que meu amigo do blog vizinho, atém seu surto de decisão àquele momento único e delicioso em que ele olha uma garota e diz, com o corpo e o olhar: eu quero você. E faz isso tão direitinho (acredito que faça) que ela não tem escapatória. É mesmo uma caça.

Eu, por meu lado, preciso que essa decisão masculina seja mais um traço do caráter do que um surto. Preciso dessa certeza no olhar dele. Preciso dessa certeza nas palavras dele. Preciso dessa certeza nos valores dele. Preciso que ele não vacile no desejo dele por mim. Preciso que a decisão seja real, que me envolva, me proteja. Que ele saiba que eu posso ser dele por uma hora, dez dias ou uma vida, mas que saiba me ter.

Preciso admirar mais coisas do que o phisique du rôle do cidadão, preciso ser sua presa inconteste para sentir a inelutavel vontade de tirar minha roupa para ele.

E é aí que está a grande decisão feminina: eu quero ser desse macho?

Para mim, essa é uma decisão que demora muito a acontecer (razão porque boites e afins deixaram de ser lugares agradáveis desde que eu tinha uns 18 anos).

Mas quando acontece. Sou mar de calmaria. Sou céu de brigadeiro.

Mas é um jogo perigoso, esse meu.

Não o recomendo para você, amiga leitora.

Sobre mistakegirl

Vaca profana por princípio e vocação... la leche buena toda em mi garganta, la mala leche para los puretas... Ver todos os artigos de mistakegirl

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