Marxismo

Essa necessidade recorrente de amar.

Em cada um, o que cada um tem para dar. Sem pedir a mais, nem dez réis de mel coado.

Em você um cheiro. Nele uma inflexão. Nela, algo que se faz notar no umbigo. Naquele um jeito de pensar a vida, tão absurdo, que só se pode amar. Noutra, uma voz que me acaricia a alma. N’algum, coisa que não se sabe.

E que seja simples, e que seja lindo, e que seja sólido, e que desvaneça.

Porque tudo o que é sólido desmancha no ar. Porque toda a canção é pra se cantar.

De que me vale que assim não seja, e que haja um amargo em cada amor?

Quero pegar um trem azul com vocês na cabeça. Quero a dolência de veludos caros. Porque quem nega, não sabe não, tem uma coisa de menos no coração.

Quero um universo paralelo para amar o amor que eu tenho em mim.

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Sobre mistakegirl

Vaca profana por princípio e vocação... la leche buena toda em mi garganta, la mala leche para los puretas... Ver todos os artigos de mistakegirl

3 respostas para “Marxismo

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