Arquivo do mês: junho 2012

inconclusivo

 

Ele reclamou que meu blog não tem figura.

Eu reclamei que ele não conhece Maiakovski.

Diante do impasse, demos umazinha pra aclarar as idéias.

 


É cada coisa…

A aliança da Dolores Umbridge!

Mas aliança é para os fracos… No dia em que tiver um anel peniano assim, capaz d’eu aderir… sou muito possessiva, como se sabe.

Sé sugeriria que, ao invés de titânio, eles confeccionassem de criptonita, que ficaria mais adequado.

Mas, a quem interessar, possa:  aqui vão os detalhes para aquisição.

Tô falando….


Frustrante…

 

Quem serão essas pessoas que passam por aqui? Quem serão?

Por que não param, não telefonam… não mandam umas flores?

Quem são vocês????

Essa coisa assim…. Ataulpho Alves…

E agora você passa e eu acho graça
Nessa vida tudo passa
E você também passou…
 

Bom, em todo o caso, OI pra vocês, que ficam aí espiando minha alma encalacrada.

 

 


People will say…

E essa vai, com um sorriso no rosto, para esta adorável categoria de gente que são os BANDEIROSOS…

Don’t throw bouquets at me   (Não me envie buquês)
Don’t please my folks to much (Não adule demais os meus pais)
Don’t laugh at my jokes too much (Não ria demais das minhas brincadeiras)
People will say we’re in love (As pessoas vão dizer que nós estamos apaixonados…)
Don’t sigh and gaze at me! (Não suspire e me encare!)
Your sighs are so like mine… (Seus suspiros parecem tanto com os meus…)
Your eyes mustn’t glow like mine (Seus olhos não devem brilhar como os meus)
People will say we’re in love! (As pessoas vão dizer que nós estamos apaixonados!
Don’t start collecting things (Não comece a colecionar coisas)
Give me my rose and my glove. (Me dê minha rosa e minha luva)
Sweetheart, they’re suspecting things (Meu doce, eles estão suspeitando de coisas)
People will say we’re in love. (As pessoas vão dizer que nós estamos apaixonados.)
Don’t praise my charm too much (Não enalteça demais o meu charme)
Don’t look so vain with me (Não pareça tão vaidoso ao meu lado)
Don’t stand in the rain with me (Não fique na chuva comigo)
People will say we’re in love! (As pessoas vão dizer que nós estamos apaixonados!)
Don’t take my arm to much (Não pegue demais no meu braço)
Don’t keep your hand in mine (Não mantenha a sua mão na minha)
Your hand feels so grand in mine (Sua mão fica tão confortável na minha)
People will say we’re in love! (As pessoas vão dizer que nós estamos apaixonados)
Don’t dance all night with me (Não dance a noite inter comigo)
‘till the stars fade from above (Até que as estrelas se apaguem)
They’ll see it’s alright with me (Eles vão notar que eu não me importo)
People will say we’re in love! (As pessoas vão dizer que nós estamos apaixonados!)

(Tradução livre)

A canção foi originalmente composta por Rodgers & Hammerstein, em 1943, para o músical Oklahoma. E foi gravada por muita, muita, muiiiiita gente, tipo Crosby, Sinatra, Nat King Cole, Ray Charles… a minha gravação de predileção é a de Ella Fitzgerald, porém, não encontrei o vídeo. Então, contentem-se com essa, da Helen Mirrel, que não é nada mau, e é a mais fiel ao estilo Fitzgerald e à inflexão que faz com que a canção figure aqui.

Comutação

É bonita a nossa curta história.

O sexo bem feito, o cuidado com a gente, a honestidade.

O conforto de simplesmente estar juntos. A pintar a parede, a lavar a louça.

Não cabemos nas sinapses da sociedade civil. Párias

E a mim, isso me encanta. Eu nunca coube mesmo em muita coisa.

As possibilidades de nossos vetores de relacionamento, isto que sou com cada um deles, e o que cada um deles é entre si, e o que somos todos, juntos.

Quando saímos, à uma mesa retangular de um bar qualquer, rindo, bobos, quase que casualmente nos sentamos assim: de um lado ela, e ao lado dela, ele. Do outro, eu (à frente dele), e ele (à frente dela). E foi um deles, cartesiano, quem notou que aquela era a representação de nossos acessos.

Gosto dos nossos acessos, e das confusões que eles suscitam. Experimentação.

É bonito.


Espera

Meu tesão está onde eu caibo.

O mais, é elaboração. Entusiasmo em techinicolor.


pragmatismo

 

Então, truculentos, eles me algemaram e disseram:

Tudo o que disser pode e será usado contra você.

E eu, com um suspiro entusiamado, gritei:

JONNY DEEP!

 


Intuição

 

Como os espíritos que susurram aos ouvidos adormecidos dos viventes suas lamúrias, seus palpites, também eu, digo o que há para ser dito, em tom baixo, gutural, em teu ouvido quente, contigo dentro de mim.

E mais tarde, te deleitarás com a tua própria genialidade.

E eu seguirei a sentir-te a escorrer de mim, como me apraz.

 

 


Sal da Terra


Nem parece…

É possível que um dia eu olhe para essas minhas idéias e pense que era feliz e não sabia.

Neste caso, para a velhinha decrépita que serei então, deixo este testemunho de que, pelo menos até aqui, não conheço o peso que os anos possam ter na vida de alguém, menos ainda na minha.

Exceto por algumas avarias físicas, perfeitamente contornáveis, não sei o que é isto a que se denomina “idade”.

No que se expressa, de fato, o tempo de vida de alguém? No sorriso vincado? Na reposição de testosterona? No adesivo de estrogênio? Nas dores mal disfarçadas?

Tal coisa, como a idade, se dá a notar conforme um sujeito empunhe, ou não, os anos que lhe couberam viver.

Anos que, vestidos, como carapuças, diminuem-lhe, à força de convenções, o cumprimento da saia, do cabelo, restringem-lhe os gestos, a gargalhada, fazem-no temer. O velho é um poço de temores.

Eu, por mim, tendo a ignorar a idade que uma pessoa tem.  Subterfúgio para não saber também de meus anos/temores? Ou talvez apenas uma profunda incompetência para qualquer coisa que envolva números? Quem sabe seja somente a ingenuidade que em mim manifesta-se em crer que anos são apenas números.

Se de números, nada sei, percebo como um açoite, a imaturidade. E ela habita as mais diversas idades, sendo mais repulsiva e indesculpável quanto mais anos a abriguem.

O tempo de vida, o tônus muscular, as referências que o tempo nos deixa, nada disso me é tão caro quanto a maturidade de um indivíduo.

Nada mais tesudo que uma pessoa madura, porque é daí que advém a postura, a atitude, a auto-estima, o sorriso calmo, o corpo seguro.

E não me incomodo com a idade da embalagem que contenha este raro atributo. Para mais, ou para menos, desejo.