Hecatombe

Eu tenho pra mim que o mundo corre sério risco.

Talvez tenha havido um equívoco na interpretação do calendário Maia.

Possa ser que o dia marcado, no fim de dezembro, seja aquele em que umas mulheres – carecia nem de serem todas – descobrirão num rompante, quem sabe até se por medo do fim do mundo, como é bom dar pra mais de um homem.

Porque meus amigos, era só o que faltava, ser do conhecimento público, a sensação de dar, dar de com força para um elemento. E aí, assim, sem mais parcimônia, com a buceta formigando, dar para outro elemento, que te come diferente daquele primeiro. E, exausta, deixar-se quedar entre eles.

Não tinha jeito do mundo não acabar. Deve ser por isso que instituíram a monogamia.

Mas os cabras têm que ser bons… do contrário, acaba do mesmo jeito, que a mulherada é capaz de incendiar a porra toda. Donde se conclui que de um modo ou de outro, seja por vontade dos Maias, seja por excesso de paus, seja pela falta deles, é o fim. Arrivederci.

Questão de decidir se acaba em gozo ou ódio histérico.

Se é a buceta que move o mundo. É pelos paus que ele se acaba. Estou certa.

E preocupada. Não com o mundo, mas de não dar tempo de comprovar mais a teoria.

Não fosse o medo de ficar mal falada, abria até inscrições.

E por hoje é isso o que eu tenho a dizer.

That’s all, folks.

Sobre mistakegirl

Vaca profana por princípio e vocação... la leche buena toda em mi garganta, la mala leche para los puretas... Ver todos os artigos de mistakegirl

2 respostas para “Hecatombe

  • Camilo Machado de Assis

    Você conhece esta letra do Assis Valente?

    E o mundo não se acabou

    (Assis Valente)

    Anunciaram e garantiram que o mundo ia se acabar
    Por causa disto a minha gente lá em casa começou a rezar
    Até disseram que o sol ia nascer antes da madrugada
    Por causa disto nesta noite lá no morro não se fez batucada

    Acreditei nessa conversa mole
    Pensei que o mundo ia se acabar
    E fui tratando de me despedir
    E sem demora fui tratando de aproveitar
    Beijei a boca de quem não devia
    Peguei na mão de quem não conhecia
    Dancei um samba em traje de maiô
    E o tal do mundo não se acabou

    Peguei um gajo com quem não me dava
    E perdoei a sua ingratidão
    E festejando o acontecimento
    Gastei com ele mais de quinhentão
    Agora soube que o gajo anda
    Dizendo coisa que não se passou
    Ih, vai ter barulho e vai ter confusão
    Porque o mundo não se acabou

    Quanta vontade de dar cheia de culpa!
    Será que a falha na previsão serviu para ela mudar de convicções?

  • Ilha Grande

    Ora, Mistake, antes mal falada do que incógnita.

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