Arquivo da categoria: come on babe

repetitiva

 

Mal acabei de publicar a postagem anterior, desconfiei que já havia atribuído este título a algum outro escrito. Posta no campo de busca a palavra “desgoverno”, apareceu isto, que se vê clicando aqui.

 

 

Às vezes me orgulho do que escrevo.

 

 

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Não tem dó no peito

 

Não se beija a buceta de uma mulher impunemente.

Não dá pé, não é direito.

Não se beija a buceta de uma mulher impunemente.

Não tem ninguém que mereça, não tem coração que esqueça.

Não se beija a buceta de uma mulher impunemente.

Isso é um bicho de sete cabeças.

 


 

Traiçoeira e vulgar

Sou sem nome e sem lar

Sou aquela

 

 

 

 

 


give it to me baby

 

Disseram a mim que o gozo de uma pessoa que tem as rédeas de si mesma, é muito mais solto, freqüente e intenso.

Estou quase apta.

Onde me inscrevo?


 

É  tudo mentira. Balela. Desmesura.

Eu só quero mesmo, nossos corpos juntos.

O resto, é pra justificar.

 

 

 


ORGIAS

Organização para a Integração do Amor e do Sexo    –   Considerações Primeiras.

Eu acho assim, numa suruba, estão suspensas todas as regras vigentes num mictório!

Que sentido faz que os homens não possam olhar os paus uns dos outros?

Para descer ao Play, é preciso saber brincar.

O “não rela em mim”, é conduta abolida.

Mas eu sei que eu sou assim meio avant garde em excesso.

Ainda assim, né?


e tanto mais…

 

 

 

 

 


o que vale

 

 

 

 

 

 

 


Pinball Wizard

 

Não sei o que um homem espera de uma mulher na hora do sexo.

Mas sei o que seria interessante para uma mulher na mesma hora.

Um bom jogador de pinball.

Saber aplicar força, criar efeitos, tocar em pontos exatos, acertar o alvo a partir do primeiro impulso, sem muitas estripulias, só assim, certeiro, macho.

 

That deaf, dumb, and blind kid

Sure plays a mean pinball

 


o gozo dela…

 

Que delícia se um que me lê sente em si, movimentar uma coisa, uma vontade de dizer.

Que delícia esse um diz.

Que delícia se compartilha.

Que delícia se me permite compartilhar…

Vá vendo, amigo leitor…

“Meu gozo é latente. Propício. Mora dentro de mim e insiste em querer tomar o mundo… e por conta de um gesto, um olhar, um fenômeno vem à tona, nascendo no ventre e encontrando no cóccix, um caminho até minha nuca, onde irradia de forma tão rápida, atingindo meu lobo frontal e explodindo em sinapses acima das minhas sobrancelhas, dando fim a todas minhas conexões… e conjecturas… e neuras… e brilhantismos… e tudo o mais.

Meu gozo acontece além do sexo.

Acontece embaixo de uma lona, onde você entra nos meus poros de forma tão singular, no meio da multidão.

 Acontece quando uma moça sensível nos mostra o Homem Vitruviano. Quando Constantino é morto e percebo que “somos um coro”.
 
Meu gozo acontece quando em frente a um Caravaggio, recebo uma mensagem de amor e choro de felicidade, por estar ainda tão perto, mesmo a tantos quilômetros de distância.
 
Meu gozo finalmente acontece quando minha pele encontra a sua, branca e frágil. E sinto, numa epifania, estar fazendo tudo certo, mesmo parecendo estar tudo errado.”