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Mistake Malafaia Girl

Sexo é uma coisa que pode simplesmente não acontecer.

Você pode se apaixonar por alguém. Se derramar em amores.  Querer conhecer todos os sobrinhos. Achar linda, a pessoa. E pode, contudo, não querer trepar.

E não é culpa de ninguém que seja assim. A coisa complica e começa a envolver responsabilidades se as partes não são capazes de ter clareza quanto ao fato, e assumi-lo. Como tudo o mais, aliás.

Dependendo do nível de patologia emocional, essa é uma situação que pode se arrastar por anos, até que ou a parte desinteressada assume o desinteresse, ou a parte negligenciada finalmente compreende o que está acontecendo. Ou ambos se jogam da janela por tédio e frustração.

Seja como for, é uma situação delicada que pode criar traumas horripilantes em ambas as partes.

A raíz disso talvez esteja na dificuldade que temos em perceber o que realmente sentimos (e não, essa frase não foi pinçada da Marie Claire). E em outra via, entender qual é a visão objetiva que as outras pessoas têm acerca de nós. De nosso corpo, e também, como aprendi hoje de fonte inesperada e deliciosa, de nossa cenestesia (na verdade eu só precisava usar a palavra antes que esquecesse o significado, mas calhou bem).

Posso afirmar, com toda a segurança que minha bipolaridade permite,  que desejo não é algo que se construa. A parte desinteressada não conseguirá simular por muito tempo o olhar sobre a parte (para ela) desinteressante, que, por sua vez, tenderá a não acreditar na situação, que pode ser dramaticamente humilhante para a estrutura emocional de qualquer cristão, em especial se a recíproca não for verdadeira, como soe acontecer. E, fatalmente para todos, a verdade vai sendo escamoteada, com o prejuízo do tempo e da sanidade de todos os envolvidos.

Enfim, bem-aventurados aqueles que estão certos do próprio sex-appeal. Deles, literalmente, é o reino dos céus.

Contudo, mesmo para esses, vale uma reflexão um pouco mais detida quanto à sua auto-imagem. Ou não, porque de fato a ignorância é uma benção.

Tudo isso para dizer que não importando como você se pareça, ou como te fazem pensar que você se parece, creio firmemente que há um sapato velho para todo o pé cansado. Eventualmente mais de um par.

Questão de pôr a cabeça no lugar e começar tudo de novo.

Espero que tenham apreciado o momento auto-ajuda. Um oferecimento do Sindicato dos Condutores de Bondes para o amigo ouvinte, com o apoio do Rhum Creosotado.


Hecatombe

Eu tenho pra mim que o mundo corre sério risco.

Talvez tenha havido um equívoco na interpretação do calendário Maia.

Possa ser que o dia marcado, no fim de dezembro, seja aquele em que umas mulheres – carecia nem de serem todas – descobrirão num rompante, quem sabe até se por medo do fim do mundo, como é bom dar pra mais de um homem.

Porque meus amigos, era só o que faltava, ser do conhecimento público, a sensação de dar, dar de com força para um elemento. E aí, assim, sem mais parcimônia, com a buceta formigando, dar para outro elemento, que te come diferente daquele primeiro. E, exausta, deixar-se quedar entre eles.

Não tinha jeito do mundo não acabar. Deve ser por isso que instituíram a monogamia.

Mas os cabras têm que ser bons… do contrário, acaba do mesmo jeito, que a mulherada é capaz de incendiar a porra toda. Donde se conclui que de um modo ou de outro, seja por vontade dos Maias, seja por excesso de paus, seja pela falta deles, é o fim. Arrivederci.

Questão de decidir se acaba em gozo ou ódio histérico.

Se é a buceta que move o mundo. É pelos paus que ele se acaba. Estou certa.

E preocupada. Não com o mundo, mas de não dar tempo de comprovar mais a teoria.

Não fosse o medo de ficar mal falada, abria até inscrições.

E por hoje é isso o que eu tenho a dizer.

That’s all, folks.


 

Buceta é uma coisa que, pra ser funcional, tem que ter a propriedade de dragar, através de sucção fisiológica.

Se explicassem isso pra gente na escola, era bem mais fácil, porque o treino tem que começar cedo. Mas não, fica aquele engodo de ache o delta, o que é um igarapé, quem foram os ostrogodos, o escambau.

As pessoas nunca falam do que realmente importa. E passamos a vida tergiversando. E

muita gente há, que no fim das contas, não entendeu direito pra que servem as coisas mais básicas. Muito triste isso.

Tava pensando, só…

Ai, ai.


ORGIAS

Organização para a Integração do Amor e do Sexo    –   Considerações Primeiras.

Eu acho assim, numa suruba, estão suspensas todas as regras vigentes num mictório!

Que sentido faz que os homens não possam olhar os paus uns dos outros?

Para descer ao Play, é preciso saber brincar.

O “não rela em mim”, é conduta abolida.

Mas eu sei que eu sou assim meio avant garde em excesso.

Ainda assim, né?


A seta e o alvo.

Um dia desses, conversava com uns e outros. Assunto de meu perene interesse. As diferenças do tesão entre homens e mulheres.

Quanto a mim, há sinais inequívocos de que eu tô facinha: sinto o corpo mais quente, especialmente a pélvis e extremidades; minhas pernas viram geléia; começo a pensar lentamente e tenho dificuldade de fazer conexões. Torpor. Se estimular direitinho, vira transe. Entrega.

Então disse-me o dileto interlocutor, que no caso dele era o oposto, que ele entra em estado de alerta, adrenalina, atividade.

Faz todo o sentido…  como tenho constatado com uma frequência inquietante, a gente é bicho.

Ela, entregue, aberta. Ele, ativo, alerta.

Combinação melhor que café com leite e pão com manteiga.

E sem dúvida mais nutritiva.

 

 


Considerações Introdutórias

Com atraso de uns anos, graças ao Netflix, estou assistindo The Tudors. E, como boa compulsiva, faço-o de modo despirocado: quatro temporadas em uma semana.

Antes mesmo de começar, já sabia que historicamente estava tudo errado, então relaxei e decidi assistir – notória noveleira que sou – como uma novela superproduzida.

Já que reduziram Henrique VIII a um tarado, era de se esperar cenas bacanas, daquelas que dão a reviravoltinha pélvica que eu sempre menciono. Até porque ao Jonathan Rhys Meyers assenta bem o papel, com aquela boca de chupador e aquele olho meio vidrado.

Mas sabe que não?

Quer dizer, sem dúvida as cenas são legais, especialmente a última transa entre Henrique e Ana Bolena com direito a tapas e arranhões, mas sei lá, essa coisa de a mulher sempre ficar por cima… sei que os caras curtem, e é legal mesmo, eventualmente, mas não é o meu gatilho.

E são vários, os gatilhos, e contra-gatilhos.

Exemplo de gatilho: pau entrando. E claro que aí já não estou mais falando da série da showtime, mas de filmes de sexo de um modo geral, além da literatura e da minha própria imaginação. Aquele momento que a maioria da produção pornográfica ignora ou subestima. O tênue segundo em que o casal decide que acabou a brincadeira. Cessam os beijinhos e carinhos sem ter fim, e parte-se para as vias de fato. Pau entrando. A ameaça, o toque, a introdução. Tríade sagrada do meu tesão.

Contra-gatilho: Cuspe. Pronto, cuspiu, broxei. Mas isso tem a ver com aquela minha confissão de que não gosto de fluídos, lembram? Rendeu, à época. Mas então agora retifico, é que não gosto de muita melação, especialmente se tiver saliva envolvida. Me dá nojinho. Eu juro que não sou muito de nojinho, mas pô, não faz sentido pra mim. Mó pegada maneira, pá de lá, pá de cá, pega ali, aperta acolá, e manda-lhe uma cusparada?!?! Fala sério mermão. Não sei você, mas eu tenho lubrificação suficiente para tornar tais práticas desnecessárias.

E acaba que tudo o que eu escrevo é no fundo uma ode a Henry Miller.


Classificados

Já dizia São Karl Marx que tudo que é sólido desmancha no ar. Tempos efêmeros estes em que vivemos… tudo acaba! Menos o tender do natal e as prestações da esteira elétrica que já virou cabide. E assim, imersa em reflexões existenciais, concluí que também os vibradores têm um dia, o seu ocaso.

Vejam o Arnie. Após anos de bons serviços prestados, pediu penico. Homens são assim. Quando mais se precisa deles, arregam! É por isso que meu próximo vibrador será uma menina! À hora oportuna, escolheremos o nome!

Bem, Arnie, este post é em sua homenagem: que a terra lhe seja leve. Guardarei lembranças. As melhores.

Mas, como the show must go on, fui dar uma investigada no que estava rolando no mercado de produtos eróticos, e foi assim, amável ouvinte, que descortinou-se um mundo mágico à minha frente…

Tendo resolvido que merecia um upgrade, baixou a Samantha Jones e decidi finalmente adquirir o tradicional Rabbit. Uma amiga emagreceu dois quilos na semana em que comprou o seu, o que é argumento mais que suficiente!

Mas aí vi este aqui:

Achei essa curva muito inspirada. Estou muito inclinada para este!

Então cheguei a este site onde os caras são bestas e tem a própria versão youppie do Rabbit:

E no mesmo site tinha esse irmão rico do Arnie! À prova d’água, ainda! Pirei! Já estou acostumada com o sistema que, posso atestar, traz muita alegria! Olha que bonitinho, gente:

E ainda essa anatômica pérola do disfarce:

E, last but not least, oooolha pra isso!

Fator aterrorizante: os últimos dois são de ouro! O massageador custa 8 contos e o vibro 54 contos… todos à prova d’água, com três botões que controlam oito níveis de vibração! E ainda prometem, a cada 2 horas de carga, 6 de prazer!!!

É por isso que este post é também pra anunciar a venda de meus bens mais preciosos: meu LP autografado das Patotinhas, minha escultura do Smeagol e o bonequinho do Munch. Podendo se negociar um boquete, e uma percentagem discreta de minha alma depravada.

E pensar que eu passei tanto tempo usando o fura bolo e o pai de todos… tsc


Chá com bolinhos e KY

Fui chamada para um grupo de debates intitulado: Papo cabeça entre mulheres.

Ao questionar a razão de existir do pitoresco grupo, obtive como resposta uma solene explanação acerca da necessidade de que as mulheres discutam as “suas questões”, e me foi informado também que as felizes participantes deveriam contribuir com sugestões de pauta para as alegres tertúlias.

Prestimosa, prontamente enviei um ponto que ao meu ver requer discussão abalizada emergencial: COMO MANTER A LUBRIFICAÇÃO NA ÁGUA – discutindo as fodas submersas.

Resultado: Fui considerada impertinente por oito mulheres que, trocando de mal comigo, castigaram-me severamente excluindo-me do chá com bolinhos iminente.

E o pior: continuo sem saber a resposta para este problema que tanto me aflige, e ainda fui privada da chance de discorrer acerca de minha idéia de que passem a comercializar um KY que, como o Sundown, não saia na água. Porque vocês sabem, a água dilui a lubrificação o que se, eventualmente, não chega a dificultar a penetração (sob alguns aspectos, apenas), certamente constitui desconforto para a salutar prática da siririca.

O mundo é injusto.

Talvez eu deva procurar a Gessy Lever. Ainda existe a Gessy Lever?

Enfim, que questões femininas podem ser mais pertinentes que essa? Ah, fala sério.


Termômetro

Vamos combinar que ninguém nesse mundo é feliz sem ao menos um beijo na boca por dia. Isso devia ser uma meta.

Pense aí nos seus períodos de maior felicidade. Aposto meus títulos da dívida grega que você estava up to date com esta salutar prática.

Agora repasse os períodos infelizes… e…. nada de beijo na boca,
não é?

Avalie os seus relacionamentos. Quando a coisa começa a degringolar, mesmo antes de você saber que a vaca está indo pro brejo, se fizer uma retrospectiva, tá lá… deixaram de se beijar!

É possível ficar-se casado por anos, penso até que por consecutivas encarnações, sem dar beijo na boca. E a quem a gente quer enganar? Quando se perde o ímpeto de beijar a boca daquele outro ser, algo vai mal, muito mal. Eu diria até que acabou. Mas não vou generalizar.

O beijo na boca não é a causa, nem a cura. Mas é como parar de fumar. Nunca é tarde. As lesões vão estagnar, ao menos. Por isso, saia agora desse site e feche toda a pornografia que você tem aberta à sua frente, vá até aquele que em algum momento foi o amor da sua vida, olhe em seus olhos, segure sua nuca e aplique-lhe um beijo desses de lascar o cano, mesmo você não sendo bahiano, cabra beijador.

Não foi porque vocês deixaram de se beijar que as coisas ficaram ruins. E nem vão se acertar agora, com esse beijo. Mas, enquanto houver a possibilidade de um beijo, lhes asseguro: tem salvação.

E se não houver mais, lhes aconselho: rala peito.


Blasfemias

Dou-lhes o direito de rir com o que ora lhes dou a saber a meu respeito. Há conhecimentos com os quais nasci. Ninguém mos incutiu. Não é o caso de se meus saberes aplicam-se ou não à realidade. O que causa espécie, é que já nasci com um certo sistema que me permitiu compreender o mundo desde pequena. E digo muito pequena mesmo, porque minhas memórias remontam à primeira infância.

Veja um exemplo: fui criada num colégio de padres e sou filha de pai ateu, mas, lá para as tantas, minha mãe se encontrou na religião Cardecista.

Deste modo, enquanto eu tinha aulas de catecismo católico na escola, e catecismo marxista em casa, acompanhava minha mãe religiosamente todas as sextas-feiras às atividades juvenis do Centro Espírita onde até hoje ela frequenta.

Quando finalmente me dei conta do cerne da questão que baseava todo o estudo espírita, disse muito indignada: mas mamãe, eles estão descobrindo a pólvora por que? Reencarnação é uma coisa tão óbvia. Não depende da bondade de Deus, nem sequer da existência dele, e também não depende da fé. Encarnação é um fator biológico.

Como não ficava bem mamãe chamar os inquisidores disponíveis, e correr o risco de ver-me queimada em uma fogueira, afora o escândalo na vizinhança, ela achou por bem ignorar a coisa toda e redobrou minhas atividades no Centro, ao que afinal sou grata, já que fiz ali os principais amigos que carrego comigo até hoje. Além de ter conhecido Yury, aquele das mãos espertas, recordam-se? e depois o André, o Marcus, em seguida o outro André, e houve também o…. bom, isso não importa.

O fato é que passei anos da minha vida sem entender porque eu ia a um Centro Espírita para estudar algo que em nada dependia da justiça de Deus, e que devia ser ensinado pelo pelo meu professor de biologia, na escola dos padres.

E até hoje creio nisso.

Outra coisa que compreendi muito pequena, sem a ajuda de ninguém, a não ser, em parte, do menino sardento, aqui já mencionado, é que sexo, amor, paixão, envolvimento, são coisas a um tempo diferentes e inseparáveis, com o agravante de jamais constituírem pecados.

Para tanto contribuíram duas coisas. A primeira foi novamente a apreciação biológica que tenho do mundo e dos fenômenos humanos: sexo, embora subjetivo, é transitivo direto. Sexo É. Não PRECISA. Não pode requerer tal coisa como amor, porque um valor mais alto se alevanta: a perpetuação da espécie.

Tudo o mais é firula.

Sexo é o desejo incontrável, hormonal, de um pelo outro e a realização milenar de nossa função primeira no universo. Quem colocou amor nessa equação foi o Cristianismo. Sexo é “desejo, necessidade, vontade”.

Mas aí, tem o amor cortês, o machismo, o feminismo, o kama sutra, o prazer igualitário, as lingeries, a playboy, os corpos que tem que ser assim, ou assado, o casamento, o tantra, a cama de casal, os lençóis macios onde amantes se dão, o KY, o casamento, a camisinha, o namoro, os nomes que se confundem, a pensão alimenticia, o viagra, o limite de idade, a pedofilia, o homossexualismo, as floriculturas, a monogamia, as injenções de testosterona, os astros do rock, a reposição hormonal, o telefone que não toca, o e-mail que não chega, as expectativas e a porra toda ficou muito complicada.

E eu fico querendo chamar os bombeiros do FDNY para procurar sob os escombros, onde é que foi parar o sexo.

Aquele onde eu te quero, e você me quer. Pelo seu cheiro, pelo que eu sou. Pelo prazer de te experimentar. Pela beleza de me tocar o interior. Pela necessidade de repetir aquilo que biologicamente é requerido de nós, sem nenhum pre-requisito ou desdobramento confuso. Sem a necessidade de um possuir o outro em todas as suas capacidades e competências.

E se calhar deste momento ser tão bonito que nos faça nos querer repetidamente, e a isto chamemos amor, que tenhamos o discernimento de não crer que as ilusões subjetivas impor-se-ão ao imperativo biológico. Que sejamos boa gente o suficiente para saber que isso é amizade, e que sexo, é sexo. E que podemos ter cada uma dessas coisas e isso pode ser lindo, desde que não tentemos fazer delas, uma só.

Pensando bem, publiquei há dois dias um gráfico que mais ou menos descreve isso, portanto, se quer que eu desenhe, vá lá ver.

Por mais civilizados que sejamos, deve haver um casal no mundo para quem não importa a celulite, a conta bancária, o futuro… Deve haver esse casal, esse único casal que se ama. Porque se quer primitivamente. E isso pra mim é amor.

O mais, é firula.

Não caio mais nessa. Pode chamar os inquisidores mãe.