Arquivo da categoria: Dizem por aí

ando tão à flor da pele 

que a minha pele tem o fogo

do juízo final

 

 

 

 

 


Millôr


Dharma

 

 

Pay attention to whom you share your intimate energy with. Intimacy at this level intertwines your aural energy with the aural energy of the other person. These powerful connections, regardless of how insignificant you think they are, leave spiritual debris, particularly within people who do not practice any type of cleansing, physical, emotional or otherwise. The more you interact intimately with someone, the deeper the connection and the more of their aura is intertwined with yours.
Imagine the confused aura of someone who sleeps with multiple people and carries around these multiple energies? What they may not realize is that others can feel that energy which can repel positive energy and attract negative energy into your life.

I always say, never sleep with someone you wouldn’t want to be.

Lisa Chase Patterson

 

É por isso que doravante eu só dou pro Dalai Lama.


Prancheta

 

Li isso por aí e achei muito bonitinho, então entrou para o rol das coisas a conquistar de modo pleno, uma hora dessas…

Como é namorar mais de uma pessoa?

 

Há sempre alguém com quem se aconchegar, e você nem sempre sabe quem está afagando a sua cabeça;

Há muito mais encontros: encontros com ele, encontros com ela, encontro somente entre os dois, encontro entre todos;

Você tem que lembrar de mais de um aniversário, mas ganha mais bolo;

Você precisa conseguir uma mesa maior no dia dos namorados e muita persistência para conseguir a reserva;

Brigas entre duas pessoas nunca são somente entre duas pessoas. Elas são igualmente dolorosas para quantos mais houver;

Algumas vezes você se sente de fora. Outras vezes você faz com que alguém se sinta de fora.

Você se reveza ficando no meio. É maravilhoso, mas quente demais.

As chances aumentam significativamente de que não será você a fazer o jantar;

Coordenar o cronograma é desafiador;

Você ganha muito mais beijos;

Vocês provavelmente não poderão tomar um banho de banheira todos juntos;

Você tem que ter tempo no relacionamento para cada pessoa e um outro para todas juntas;

Você não tem com nenhum o que eles têm um com o outro… ainda.

Você recebe ajuda de um sobre estar em um relacionamento com o outro.

Você aprende com o relacionamento deles, observando de perto como funciona;

Dedicar seu tempo a uma pessoa é ótimo, mas só conta para aquela pessoa. Você tem muito mais trabalho a fazer!

Divertido é mais divertido. Feliz é mais feliz. Excitante é mais excitante.

Conversíveis de dois lugares não são mais atraentes;

Parceiros do mesmo gênero podem trocar roupas e se tiverem sorte, também sapatos. (Isso é mais divertido com mulheres)

Planejar as coisas dá mais trabalho. E você entende que não precisa abarcar todos o tempo todo.

Estar sozinha pode significar ainda mais sozinha se os outros estão juntos.

Você pede duas garrafas de vinho porque uma só não é suficiente.

Eles têm uma história da qual você não faz parte e isso precisa fazer você feliz.

Mais sexo.

Mais amor.

 

 

Fiz algumas pequenas adaptações, mas a versão original, do blog “The road taken”, tá aqui .


Meu coração tá batendo como quem diz não tem jeito

Zabumba bumba esquisito, batendo do peito

Meu coração tá batendo como quem diz não tem jeito

O coração dos aflitos pipoca dentro do peito

Coração bobo, coração bola, coração balão, coração São João…

A gente se ilude dizendo: já não há mais coração…

(Alceu Valença)


O monstro de olhos verdes

 

Embora eu odeie citações descontextualizadas, tem umas coisas que não dá pra deixar passar. Deparei-me hoje com esta:

O ciúme é uma constrangida homenagem que a inferioridade presta ao mérito. (Mme Puisieux)

E a ela acrescento uma que sempre me ocorre, de Stendhal:

O que torna tão aguda a dor provocada pelo ciúme é que a vaidade não pode ajudar a suportá-lo.

Rapaz, essa coisa de ciúme parece que anda na minha pauta. O pior é que nem anda.

Em todo o caso…


Toda a covardia vem de não amar, disse Hemingway, um homem que indubitavelmente entendia de coragem.


Sexualidade Límbica


“Numa certa cena underground carioca, os jovens levam até o limite da indeterminação sua sexualidade. Nenhuma identidade precisa, apenas uma sucessão infinita de singularidades quaisquer. Meninos e meninas que levam a ambiguidade até o seu extremo, despreocupados em definir o que quer que seja, eles se movem melífluos em meio às mais diversas possibilidades. Trata-se de uma sexualidade límbica, no sentido preciso do termo. Uma assinatura que invade as noites cariocas, e talvez de muitos outros lugares do planeta, vindo de um passado teológico distante. Um corpo escorregadio, que desliza entre os significantes que pretendem capturá-lo. Nem isso, nem aquilo. Apenas assim mesmo, tal como é. Um limbo erótico, em que a luz, o som, e os líquidos circundam pequenos pontos de intensidade e mais nada. Um dia, todos teremos o sexo dos anjos.”

Infelizmente este texto não é meu.

Mas como eu queria tê-lo escrito.  Foi deixado assim, por aí pela esfera virtual, como quem diz “bom dia”…  por um amigo, que foi meu professor de Filosofia na faculdade, e a quem sinto uma vontade fustigante de contar do blog. Não consignei a ele a autoria, para não o expor. Mas um dia, quem sabe trazido pelo vento, ou por minhas corajosas mãos, ele aparece por aqui, e se acusa?

Enfim, achei a reflexão sensacional.

Eu, que não fui capaz de elaborar com tanta precisão o fenômeno, já chamo essa turma de “os herdeiros de Thomas Mann” há tempos. Saídos diretamente de Morte em Veneza, lindos  e diáfanos Tadzios a circular pela noite. E, fascinada Aschenbach, sempre me pergunto onde é que essa turma habita, no dia (não que o dia me importe um cazzo).

Afirmo, porém, que é nas quebradas da noite paulistana, onde aliás os notei primeiro,  que o tipo alcança seu esplendor.

As minhas próprias reflexões sobre esta tal sexualidade límbica, ficam para a próxima.

Como eu queria dizer essas coisas ao meu professor… e amigo.

Mas um dia, um dia…


Um desejo violento bate sem querer 

Pânico, vertigem, obsessão

Lobão


12 de junho

 

Mas o que ela gosta é de namorados descartáveis

Do tipo one way, do tipo one way, do tipo one way…

Ciclone