Arquivo da categoria: que coisa!

Recall

 

Achei conveniente vir aqui para esclarecer ao preocupado leitor que o “autista” em questão na postagem anterior estava perfeitamente ciente de seus atos,  tendo se encaminhado sozinho ao local de abate, ali assediando o meu pobre amigo, que só descobriu a condição peculiar do moço, quando foi avisado dela por um solícito barman (cada vez gosto mais dessa categoria). Meu amigo apenas estranhou o silêncio insistente do rapaz. Mas o resto – garante – era bem normal. E  quem viu,  jura que todos pareciam deveras satisfeitos.

Portanto, ao contrário de ser politicamente incorreta, sou um bastião na luta pelos direitos humanos (toma essa, Marcos Feliciano) e acabo de lançar a campanha: Faça um autista feliz!

Sem mais

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Fever I’m on fire!

Eis que nesta chuvosa noite de terça-feira, vejo-me com febre.

No meu quarto novo, na minha cama nova, na minha nova condição de vida, sozinha, com febre.

Meditando pra não perder o controle e chamar minha mãe.

Então, me socorre uma música – como tem sido sempre…

A voz brejeira de Peggy Lee cantando Fever! Já tinha citado isso num post anterior. Porque de fato essa canção está entre as minhas referências. Aí fui procurar pra ouvir e me distrair durante a tremedeira e encontrei este vídeo:

 

 

Ver o Elvis em modo sensualizante, não tem preço!

Espetacular, não? Essa eu tinha que dividir e tinha que ser aqui NESTE espaço… É uma mistura de Sidney Magal e Ney Matogrosso… sensacional.

Para além disso e de minha temperatura alta, a canção tem tudo a ver.

Então, deixo o vídeo para vosso deleite e também o link com a letra e a tradução:

 

http://letras.mus.br/elvis-presley/31427/traducao.html

 

Enjoy, it!

Se eu não voltar, era dengue… ou coisa pior! Porque trágica como eu sou, não havia de me contentar com um resfriadozinho básico…

Neste caso:  goodbye cruel world!

 

(mas essa já é uma outra canção…)


sem tirar nem pôr

 

 

 

 

 


Ninfa

Eu não sei não!

Se eu estou triste, penso que trepar seria um troço legal, pras circunstâncias. Discorro longamente sobre o assunto, como se viu.

Se estou feliz, de alma lavada, e sinto, aliviada, que finalmente o sorriso me atinge os olhos, então penso: taí! ia ser legal dar umazinha agora.

A pessoa que literalmente só pensa naquilo.

Mas não tem problema não! Vou comprar uma tela de macramê pra mim, e hei de sublimar esses desejos toscos e animalescos, e doravante só ouvirei Brahms.

O problema é que homem existe. E tem cheiro e barba. Essa coisa toda que me perturba o juízo.

Vou me converter ao judaísmo, ou a qualquer dessas sábias religiões que separam os gêneros. Vou comprar um hamster. Vou usar uma saia de anarruga branca e um twin set azul bebê. Vou comprar um sapato usaflex. Vou ouvir o programa do Boechat. Vou polir os talheres com kaol. Vou jantar na parmê. Vou dizer a taboada de 8 de trás pra frente. Vou ver um beijo de novela e assistir a um filme pornô.

E  assim, precavida, nunca mais pensarei em sexo.


À Point

Atala

 

Quero crer que aquilo seja um snorkel. Oremos.

 


mais do que chuchu na serra

 

http:/http://www1.folha.uol.com.br/tec/1224673-aplicativo-para-facebook-estimula-sexo-discreto-entre-amigos.shtml

 

Isso merece uma análise mais detida… mas vai ficar pra outro momento.

 

 


 

Um amigo ouvinte, dos bão, enriqueceu muito a cultura da escriba, e divido com os demais:

“sossegar o facho vem de apagar ou diminuir a intensidade do facho de luz, significando que a outra parte deve se acalmar um pouco”

Uma graça, de fato. Espero, em retribuição, dar-lhe tantas risadas como as que ele me reputa…

Mas hein, já que eu vim aqui, deixa eu dizer um negócio:

Fodas e sonâmbulos, não devem ser interrompidos. A pessoa até morre. Credo.

 

Sabe que o riso dela se infiltra em mim?

 

 

 

 


Como no deserto uma flor

   Se acaso me quiseres, sou dessas mulheres que vivem enroladas num paninho.

É. Sinto muito.

Como sabem os que me são mais próximos, ando num momento de assumir minhas doideiras. Tipo, descobri, lá pras tantas na vida, que sou um monte de coisas que não gostaria de ser. Coisas que não admiro e não desejo para mim. Mas sou. Lutei contra elas até aqui, e de repente, não mais que de repente, resolvi sair do armário.

Algumas dessas coisas, quero crer que, olhando de frente, sem fingir que não existem, consigo reverter. Por exemplo: sou ciumenta.

Deixa que digam, que pensem, que falem.

Não é o ciúme banal do olhar para outros corpos, da admiração do outro pelo outro. Não é sequer o ciúme que impede trocas e toques. Não. É o ciúme doído que envolve controle e posse. Subjetivo e corrosivo.

Custa-me admitir: sou ciumenta.

Não queria ser. Isso não combina com as coisas mais profundas em que acredito. Passei a vida convencida de que não era uma pessoa ciumenta. De fato, desafio a alguém que me aponte durante os meus bem vividos 37 anos, um único ataque de ciúme. Mas agora, entendi qual era o mecanismo. Eu ia muito bem, aí de repente o cidadão me fazia sentir isso, que eu nem mesmo identificava como ciúme. O que eu fazia? Levantava o nariz, soprava um beijinho e seguia em frente. Sozinha. Por absoluta incapacidade de assumir e lidar com o sentimento. Abria mão de qualquer coisa para não ter que sentir algo que execrava. E execro.

Bom, o que mudou agora é que eu entendi os sinais do monstro de olhos verdes. Ainda não sei lidar com isso. Não sei se fecho a cara, se choro, se vou embora. Mas agora que sei o que estou sentindo, não consigo mais fingir que não existe. Uma hora vou entender o processo e saber o que fazer. Estou convicta, porém, que esta é uma daquelas coisas que descobri a meu respeito, e sobre as quais posso agir. Em breve serei a pessoa ponderada e libertária que sempre me acreditei.

Há, contudo, questões, que por mais que eu queira, não conseguirei flexibilizar. Por exemplo:  eu sou chegada num paninho.

Estou sempre mais confortável com uma faixinha na cabeça, uma meinha, uma canga, um body, uma camisolinha, uma calcinha, que seja. Sou até dada a um  friozinho inventado só pra me enrolar numa pashimina. Não é assim uma burka nem nada que comprometa os movimentos. É só o conforto de um paninho. É triste dizer que nunca serei uma Leila Diniz, uma Lady Godiva a galopar meus seios pela amplidão do planeta. Tsc. Não sei se o planeta poderá lidar com isso.

É triste.

Mas é assim, né?

Em minha defesa, só posso dizer que, se acaso me quiseres, sou dessas mulheres (envolta em rendas e atavios) que só dizem sim.


caso pensado

 

Nutro especial afeto por aquele tipo de gente que trepa primeiro e deixa pra discordar depois.

 

 

 


Delatora

 

 

Meu olhar blasé pode até confundir

Mas não se deixe enganar

Não há barba em que eu não me queira roçar.