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bruta flor

onde buscas o anjo eu sou mulher

 

 

 

 

 

 

 

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teu corpo com amor ou não, raspas e restos me interessam

 

 

 

 

 


 

eu não sei o que meu corpo abriga nessas noites quentes de verão e nem me importa que mil raios partam qualquer sentido vago de razão

 

 


A lá lá ô Ô ô ô ô

Juju e seu Balagandã.

 

posse

 

(Que tem o seu, que segure)

(ou não!)


Nem parece…

É possível que um dia eu olhe para essas minhas idéias e pense que era feliz e não sabia.

Neste caso, para a velhinha decrépita que serei então, deixo este testemunho de que, pelo menos até aqui, não conheço o peso que os anos possam ter na vida de alguém, menos ainda na minha.

Exceto por algumas avarias físicas, perfeitamente contornáveis, não sei o que é isto a que se denomina “idade”.

No que se expressa, de fato, o tempo de vida de alguém? No sorriso vincado? Na reposição de testosterona? No adesivo de estrogênio? Nas dores mal disfarçadas?

Tal coisa, como a idade, se dá a notar conforme um sujeito empunhe, ou não, os anos que lhe couberam viver.

Anos que, vestidos, como carapuças, diminuem-lhe, à força de convenções, o cumprimento da saia, do cabelo, restringem-lhe os gestos, a gargalhada, fazem-no temer. O velho é um poço de temores.

Eu, por mim, tendo a ignorar a idade que uma pessoa tem.  Subterfúgio para não saber também de meus anos/temores? Ou talvez apenas uma profunda incompetência para qualquer coisa que envolva números? Quem sabe seja somente a ingenuidade que em mim manifesta-se em crer que anos são apenas números.

Se de números, nada sei, percebo como um açoite, a imaturidade. E ela habita as mais diversas idades, sendo mais repulsiva e indesculpável quanto mais anos a abriguem.

O tempo de vida, o tônus muscular, as referências que o tempo nos deixa, nada disso me é tão caro quanto a maturidade de um indivíduo.

Nada mais tesudo que uma pessoa madura, porque é daí que advém a postura, a atitude, a auto-estima, o sorriso calmo, o corpo seguro.

E não me incomodo com a idade da embalagem que contenha este raro atributo. Para mais, ou para menos, desejo.

 

 


Na mão do palhaço

Preciso me lembrar de cumprimentar a passadeira…


Eu escolho
um homem
que não duvide
de minha coragem
que não
me acredite
inocente
que tenha
a coragem
de me tratar como
uma mulher.

(Anais Nin)


Dolce far niente

Alô, alô amigo ouvinte!

Então! Tendo eu notado que o número de acessos cresce não obstante a ausência de novidades, achei delicado vir dizer que:

Bicho Carpinteiro que se preza tem que ser assim: insaciável. É por isso que mal estava lá, estive ali, e agora escrevo de acolá.

A inércia, a praia e as ostras tem tomado conta de meu ser naturalmente indolente. E algumas historinhas picantezinhas também… com direito até a um revival em graaaande estilo… é… eu sou uma saudosista… que fazer?

Não percam a fé, meus amigos, I’ll be back.

Besos


, eu sou coqueiro….

Eu gosto do nariz do Gerard Depardieu.
O caso é que tenho notado que não necessariamente gosto do que eu acho que gosto.
Sinto uma enorme compaixão pelas coisas e comprometo-me comigo a gostar delas.
Daí que depois de culênios convivendo com situações em nome de um comprometimento que tendo a confundir com algum nível de amor, dou-me conta de que se tivesse sido objetiva quando da devoção do meu afeto, tudo teria sido mais simples.
Por conta disso está rolando uma esquizofrenia porque eu já não sei do que gosto. Nem de quem.
Eu sou carioca. Mas não exerço. Detesto sol. Contento-me com uma praia de quando em vez, sempre no fim da tarde. Uso óculos escuros em casa. Quando foi que fiz essas escolha? Certa vez, há tempos, tive o ímpeto de ir à praia. Mas aí ponderei: cara, e se eu gostar dessa porra? vou ter que mudar tudo! Minha vida é baseada na minha opção por hábitos noturnos. Minhas roupas e o tom do meu cabelo combinam com minha tez levemente esverdeada. Tirei o biquine e fui ler Fayga Ostrower.
Só por causa disso, estou há alguns dias pegando sol. Quem sabe?
A única coisa que aconteceu é que estou descascando pela primeira vez em vinte anos. E sinto uma dor-de-cabeça que não me larga.

Bom, se você esperava alguma conclusão dessa história, sinto muito. Não tenho a menor idéia do que estou dizendo. E só estou dizendo aqui porque se dissesse no blog civil, com a platéia cotidiana, isso seria usado contra mim, e no mínimo iam dizer que minha aversão a pepino é um engodo.

Portanto, segura aí.

Mas do nariz do Depardieu eu gosto mesmo.


E o que pretende de mim

Eu espero
Acontecimentos
Só que quando anoitece
É festa no outro apartamento

Todo a amor
Vale o quanto brilha…

(Marina Lima)
(aliás, assim, no assunto, a Marina tá batendo um bolão, tá não?)